RssFacebook StoreTwitter Store

Regiões: Turismo do Porto e Norte demarca-se do modelo apresentado

PortoA Direção da Associação de Turismo do Porto e Norte, A.R., demarcou-se do modelo proposto pelo Governo para as entidades regionais de turismo por considerar que está desajustado da realidade atual e do destino Porto e Norte de Portugal, e desalinhado do modelo apontado em conversas prévias.


Leia aqui o comunicado integral, divulgado no dia 21 de Novembro:

Face às recentes notícias vindas a público da aprovação em Conselho de Ministros do novo diploma relativo às Entidades Regionais de Turismo, a Direção da Associação de Turismo do Porto e Norte, A.R., que apenas teve conhecimento da referida proposta pelos meios de comunicação social, demarca-se perentoriamente do modelo agora proposto pelo Governo. Este modelo está, na opinião desta Direção, completamente desajustado da realidade atual da promoção turística e do destino Porto e Norte de Portugal, e totalmente desalinhado do modelo expectável decorrente das conversas estabelecidas entre esta Associação e o Governo de Portugal.

Sendo a Agência Regional da Promoção Turística do Porto e Norte de Portugal (ARPT) a entidade oficial responsável pela promoção externa do destino Porto e Norte e consequentemente pelo número de dormidas de estrangeiros no destino, importa destacar alguns números e marcos atingidos por esta entidade num passado recente.

Esta ARPT, uma parceria público-privada de sucesso com mais de 100 associados, maioritariamente privados, e com mais de 15 anos de história (fundada em 1995), tem vindo a desenvolver um trabalho consistente e sustentado baseado no rigor, transparência, credibilidade e sobretudo na capacidade gerada pelo trabalho em rede dos seus associados, em estreita colaboração com o Turismo de Portugal.

Este caminho assente na otimização e gestão eficiente dos recursos e numa estratégia orientada para a procura em detrimento da oferta, alinhada nas grandes linhas estratégicas com aquela que é a estratégia promocional de Portugal, tem-nos permitido alcançar resultados interessantes, num contexto de crise nacional, e crescer acima da média nacional, contrariando também a contração da procura do mercado interno no destino Porto e Norte, como se pode constatar pela atual variação no nº de dormidas alcançado no período Janeiro a Agosto 2012 vs Janeiro a Agosto 2011: +3,7%, em sentido inverso com a tendência do mercado nacional (queda abrupta de -5,7% no mesmo período comparativo), superando todos os objetivos propostos pelo Turismo de Portugal para a promoção externa do Destino Porto e Norte de Portugal.
Podemos afirmar que neste momento o mercado estrangeiro representa praticamente 50% do total de dormidas no Porto e Norte de Portugal (até Agosto de 2012), podendo mesmo superar o mercado nacional nos resultados finais de 2012! Sendo o alinhamento do TOP 10 dos Mercados Internacionais para o PNP, o seguinte:

1º Espanha 2º França 3º Brasil 4º Alemanha 5º Itália 6º Reino Unido 7º Holanda 8º Bélgica 9º EUA 10º Escandinávia (Fonte INE – Instituto Nacional de Estatística (Proturismo) | Janeiro a Agosto de 2012)

A realidade acima exposta comprovada pelos números evidencia claramente os bons resultados do modelo atualmente em vigor no destino, que não sendo perfeito, é credibilizado pelo seguinte:

1. Objetivos (nº de dormidas)

• O sector do turismo está a crescer e o mercado externo (responsabilidade da ARPT PNP) é o único a apresentar uma variação positiva cumprindo e superando os objetivos traçados pelo Turismo de Portugal, que eram no final do ano passado classificados como extremamente ambiciosos;
• Os números nacionais referentes à promoção interna encontram-se em franca queda;
• Convém salientar no entanto que esta ARTP, à semelhança de outras entidades com responsabilidade na gestão do turismo, sempre defendeu a clarificação e harmonização de competências por área geográfica, isto é, que entidades diferentes não possam ter responsabilidade na promoção turística, seja ela interna ou externa, na mesma área geográfica, sob pena de gerar desperdício de recursos e ruído junto dos stakeholders do sector e nomeadamente dos clientes e potenciais clientes

2. Modelo Organizativo

• As referências positivas corroboradas publicamente pelo membro do Governo responsável pela área do turismo face ao atual modelo das Agências Regionais de Promoção Turística indiciavam que este era inequivocamente o modelo a seguir em função dos resultados alcançados e modelo organizativo adotado. Tendo sido essa a expectativa criada até há menos de duas semanas atrás, tendo o modelo sofrido um volte-face radical nas últimas semanas, no momento em que a discussão do mesmo foi alargada a outras áreas governamentais.

3. Custos

• Os cargos de direção das Agências Regionais, nomeadamente na ATP, não são remunerados e não há lugar a despesas de representação, exercendo os seus dirigentes funções a titulo totalmente gracioso;
• Os quadros de recursos humanos e custos de pessoal são reduzidos nas Agências Regionais de Promoção Turística. No caso da ARPT do Porto e Norte corresponde a 5 Colaboradores.
• O orçamento da ARTP é comparticipado por quotas de parceiros públicos e privados;

Estes três pontos basilares, fundeados no rácio positivo investimento vs custos vs retorno do investimento foram, em diversos momentos, apontados como exemplo de sucesso e o verdadeiro caminho para a recuperação económica do País através do incremento do turismo estrangeiro.

A Direção da Associação do Turismo do Porto e Norte, enquanto Agência Regional para a Promoção Turística do Porto e Norte de Portugal foi surpreendida com a apresentação do novo diploma relativo às Entidades Regionais de Turismo e não se revê no mesmo pelos seguintes motivos:

1. Por abandonar o sucesso alcançado pelo atual modelo e no caso concreto do Porto e Norte de Portugal, os indicadores de crescimento demonstrados;

2. Por desprezar o meritório trabalho de interação entre os diversos e mais relevantes agentes económicos do sector desenvolvido pela atual Agência Regional de Promoção Turística Externa (com visíveis provas de eficácia no retorno do investimento) e desenvolvimento de ferramentas específicas para a promoção externa, designadamente:

• Novo Portal da Promoção Externa (www.visitportoandnorth.travel);
• Conceção e produção de Brochura Genérica de Promoção do Destino (http://issuu.com/arptportonorte/docs/porto_and_the_north_the_essence_of_portugal?mode=window&proSidebarEnabled=true);
• Conceção e produção de Mapa do Destino;
• Conceção e produção de novos vídeos promocionais do Destino;
• Conceção e produção de novo Gift do Destino;
• Produto MI (Meeting Industry) compilado em Pen USB;
• Estruturação dos produtos City Breaks, MI (Meeting Industry), Touring e Natureza;
• Ações com agentes do sector: realização de Fam Trips, workshops, road-shows, apresentações nas embaixadas de Portugal no exterior, participação em feiras internacionais nos principais mercados emissores de turistas estrangeiros e MI para o PNP, captação e apoio de congressos internacionais;
• Ações com imprensa: Press Trips realizadas no Destino para meios de comunicação de referência e canais de televisão internacionais;
• Campanhas de Publicidade internacionais em meios de referência e em canais online;
• Apoio a novas rotas aéreas através de campanhas de marketing co-branding com Companhias Aéreas;
• Incremento do nº de novos Associados (+20% de 31 de Dezembro de 2011 até 31 de Outubro de 2012);
• Tudo isto com uma situação financeira confortável, transparente e sustentada;

3. Por considerar que o diploma proposto não incentiva nem facilita as orientações enunciadas pelo membro do Governo com responsabilidades no Turismo, que sempre defendeu como prioridade a promoção externa e interação com os agentes privados do sector – no sentido de potenciar a distribuição, comercialização e venda dos produtos turísticos do Destino;

4. Por considerar que este documento desincentiva a intervenção dos agentes privados do sector. Não sendo claro qual o reforço preconizado para o papel das entidades privadas nem se terão voz ativa na política e estratégia regional considerando que o disposto nos artigos do diploma ora apresentado desvaloriza tal compromisso;

5. A representação da Administração local ser assegurada pelos municípios, 86 no Porto e Norte, e não pelas CIM’s ou Áreas Metropolitanas, sendo a representação em Assembleia-geral assegurada pelo Presidente de Câmara sendo essa representação não delegável. Quantos Presidentes de Câmara terão disponibilidade para participarem nas AG? É gerível a estabilização e consensualização de uma estratégia eficiente, orientada para a procura, numa Assembleia Geral que reúne realidade e visões tão díspares da promoção turística?

6. A estrutura de custos das Entidades Regionais (remuneração de mais de 90 colaboradores para a promoção interna do Destino) são incomensuravelmente superiores comparativamente com os atuais custos da ARPT PNP (em que os cargos de Direção não são remunerados e a Equipa resume-se a um reduzido quadro de cinco pessoas para toda a promoção externa do Destino, mesmo equacionado que esse quadro tenha de crescer com novas competências), prejudicando os fundos públicos que poderiam ser canalizados para apromoção efetiva do destino;

Por não ser claro:

• A obrigatoriedade das Entidades delegarem em entidades privadas como a ATP “… a prossecução de parte ou da totalidade das atribuições da Entidade Regional de Turismo e os poderes necessários para tal efeito.” Apesar da atual proposta enunciar um eventual contrato-programa com as entidades de direito privado, nomeadamente ao nível das áreas metropolitanas, a formalização – sem caráter obrigatório - carece de aprovação da Assembleia-geral (pelo menos 2/3 de votos a favor);
• A defesa dos Associados Privados, que terão de ser forçosamente Associados da Entidade Regional de Turismo com o intuito de obter receitas e reforçar a assembleia-geral. Na atual conjuntura económica, esta medida não é aceitável e não defende o direito de escolha dos Associados Privados, que naturalmente pretendem manter-se como Associados da ATPN e desta forma serem representados pela única Associação que até hoje tudo fez em prol das Empresas e do Destino: a Associação de Turismo do Porto e Norte.
• A estratégia e respetiva operacionalização na vertente da promoção externa do Destino Porto e Norte de Portugal
• O modelo de transição de ativos e passivos das diversas entidades e consequente obrigatoriedade de realização de auditorias independentes por Revisores Oficiais de Contas às Entidades Regionais para avaliação das respetivas situações financeiras e patrimoniais antes da implementação do novo diploma – que se não for claro irá inibir a participação de associados privados, obrigados a permanecer 5 anos como associados;
• O modelo de sustentabilidade dos Postos de Turismo (esmagadora maioria na área metropolitana do Porto) e respetivos portais de turismo – serão os já sobrecarregados fundos dos Municípios a arcar com os custos financeiros/recursos humanos de uma estratégia desalinhada da realidade e votada ao insucesso? Estaremos a assistir mais uma vez a uma transferência de competência do Estado Central para os Governos Locais sem a correspondente transferência de recursos?
• A obrigatoriedade das ER gerirem a estratégia em estreita articulação com política de turismo definida e em curso nas Áreas Metropolitanas;
• As razões que impelem os Associados das ERs a terem que ficar vinculados pelo período mínimo de 5 anos, sob pena de devolução e perda de todos os benefícios financeiros e administrativos atribuídos ou a atribuir no âmbito dessa participação;
• Os princípios pelos quais uma Entidade Regional pode adotar a designação que bem entender, revelador da desorientação na estratégia nacional de desenvolvimento do produto “Marca/Destino” nos mercados externos. A designação a adotar por cada ER é definida nos seus Estatutos sob proposta da Comissão Executiva, sujeita a parecer não vinculativo do Conselho de Marketing (composto pelos associados privados do setor) e validação do Estado através do membro do Governo responsável pela área do Turismo;
• A definição do colégio eleitoral inicial;

Entendendo esta Associação que o sector necessita de uma revisão nomeadamente ao nível da adequação dos recursos aos meios disponíveis e nomeadamente aos resultados, a ATP não se revê no modelo agora proposto pelo exposto neste documento, nomeadamente por o mesmo não privilegiar as melhores práticas do sector, designadamente ao nível do rigor e da eficiência na gestão de recursos, por estar orientado para a oferta em detrimento da procura, pelo facto do mesmo modelo não incentivar e privilegiar a envolvência de parceiros privados na estrutura de gestão das novas entidades, por não evidenciar uma estratégia de marca/destino, por ignorar e descartar os bons indicadores e resultados apresentados pela ATP e outras Agências Regionais de Promoção Turística, inibindo assim o bom trabalho que esta entidade tem vindo a desenvolver num passado recente.

Não podemos nem conseguimos entender o porquê de mexer no que está a correr bem, que não sendo perfeito, não vai com toda a certeza melhorar pelo desajustamento e distanciamento que a proposta tem da realidade do sector turístico global, refletindo uma visão paroquial do Turismo que deitará a perder muito do que de bom foi feito pelos sector público e privado em prol desta atividade fundamental para o desenvolvimento económico do País.

A Direção da ATPNP, A.R.

Lisboa Vista de Fora

lisboa-entre-as-50-melhores-cidades-do-mundoLisboa subiu nove lugares, para a 26.ª posição, na lista das 50 Melhores Cidades do Mundo, agora divulgada pelo The Telegraph e incluída no Travel Awards do jornal.
lisboa-e-um-dos-melhores-destinos-do-mundo-e-da-europaA cidade de Lisboa foi eleita o 12.º melhor destino do mundo e o 7.º melhor da Europa. As distinções foram atribuídas pelos Traveller’s Choice 2016, do tripadvisor, que premiou também os 10 melhores locais de Portugal.
lisboa-a-cidade-mais-cool-da-europa-a-conde-nast-traveler-diz-que-simPor que Lisboa é na atualidade a cidade mais fixe da Europa dá o título ao artigo que a Condé Nast Traveller dedica à capital portuguesa, ao longo do qual enumera e elogia a sua oferta turística diversificada.
cinco-boutique-hoteis-de-lisboa-que-desafiam-para-uma-escapadinhaSão pequenos hotéis boutique, em Lisboa, que têm como denominador comum o facto de terem sido criados com paixão e entusiasmo por verdadeiros apaixonados pela cidade, escreve a edição espanhola da Condé Nast Traveller a propósito dos cinco que recomenda.