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Atingir os 250 mil turistas e 80% de satisfação são as ambições do Turismo do Funchal

Promoção de experiências únicas é a estratégia turística do FunchalProporcionar experiências únicas, aumentar o número de turistas para 250 mil e o nível de satisfação para 80%, passando ainda pela inovação do perfil do turista, com foco no target mais jovem. Estes são os objetivos delineados no primeiro Plano de Turismo do Funchal, com execução para 2016-2017, explicados pelo presidente da Câmara Municipal da capital madeirense, Paulo Cafôfo.


Welcome | A nova estratégia para o Turismo do Funchal passa por afirmar o destino como local de experiências único e diferenciador. Que medidas serão tomadas nesse sentido?

Paulo Cafôfo | Anteriormente não existia qualquer tipo de plano ou estratégia para o turismo da cidade do Funchal. Sendo a capital da Região Autónoma da Madeira, um destino de excelência, aquilo que queremos é valorizar o produto e qualificar aquilo que é o destino Madeira, através da constituição daquilo que é o turismo do Funchal. O nosso plano foi concebido com uma visão a longo prazo, para execução em 2016 e 2017. Por vezes, os planos são delineados em termos de princípios, de valores, de uma série de eixos estratégicos, mas depois há um problema que é a execução das ideias que estão nesse mesmo plano. Aquilo que queremos é que haja uma maior satisfação dos turistas. Queremos aumentar o número de turistas que possam deslocar-se à região e ao Funchal, porque é aí que se concentram as principais unidades hoteleiras, os principais agentes turísticos, a esmagadora maioria da restauração também está no Funchal. E queremos provocar experiências únicas. Nós temos um repertório único, com uma história de mais de 500 anos, um povo que sabe acolher muito bem. Temos que potenciar aquela que é uma identidade muito global, mas focando naquilo que podemos oferecer. Além da natureza e dos trilhos que temos pelas nossas levadas, queremos apostar também no mar. O Funchal apesar de ser capital de uma região ultra periférica é uma cidade que tem uma centralidade, que queremos que se acentue naquilo que é o turismo. Temos uma programação cultural e uma série de eventos e iniciativas que possam fazer com que as pessoas tenham experiências únicas e que quando vão à Madeira e ao Funchal queiram voltar e é para nós importante que eles consigam ter sensações e emoções quando passam férias neste destino.

Welcome | Pode dar alguns exemplos das experiências únicas que o concelho vai proporcionar aos turistas?

PC | Nós estamos a criar um eco-parque marinho, que não existia. Na serra do Funchal criámos abrigos de montanha e é também um sítio onde as pessoas podem dar passeios a pé, fazer parapente, asa-delta, BTT. Experiências que eu diria associadas a outras mais tradicionais como a descida de carros de cestos do Monte. Temos depois, em termos de iniciativas, o tal eco-parque marinho, com atividades mais ligadas ao mar, porque temos um potencial muito grande na criação de uma área protegida, mas que sirva para lazer e turismo. Nós já temos criados percursos subaquáticos nos quais as pessoas podem experimentar mergulho e visitar toda a biodiversidade marinha que existe, além de atividades náuticas desportivas com motas de água ou outro tipo de veículos que proporcionem alguma adrenalina, do ponto de vista do turista. A nível da gastronomia temos restaurantes de excelência, ainda mais numa cidade com um património riquíssimo, onde temos uma temperatura média de 20 graus durante todo o ano, o que é ótimo para estar nas ruas e usufruir das vistas que temos.

Welcome | E como era feita a gestão da promoção turística antes da criação do plano?

PC | Este plano veio consubstanciar uma série de medidas que já existiam. Aquilo que estamos neste momento a fazer é inovar algumas situações e, ao mesmo tempo, saber aquilo que se quer na evolução do turismo da cidade do Funchal. É isso que significa este plano.

Welcome |Sendo este o primeiro plano de turismo do Funchal, que objetivos foram delineados?

PC | Queremos aumentar o grau de satisfação que, atualmente, está nos 70%. Atingir os 80% seria excelente. Em termos de turistas, esperamos crescer no âmbito dos 250 mil.

Welcome | O plano estratégico também abrange a comunicação turística? O que será feito nesse sentido?

PC | A comunicação turística é fundamental. Há dois níveis: na informação, ou seja, quando os turistas que nos visitam planeiam a sua viagem, procuramos indicar os locais para onde eles podem ser orientados. A comunicação passa por termos uma página na internet que seja uma referência daquilo que se pode viver e fazer no Funchal. Temos uma rede de informação e de agentes de viagens e culturais que estamos a fomentar de forma a haver uma cooperação, além da promoção que tem que ser, diria eu, coordenada com a Associação de Promoção da Madeira.

Welcome | E relativamente à promoção internacional?

PC | Os mercados emissores de turistas são essencialmente ingleses, alemães e nórdicos, destacando-se os turistas séniores. Mas mesmo esses turistas séniores hoje em dia estão cada vez mais ágeis do ponto de vista físico e mental, estando aptos a experimentar coisas que nunca experimentaram. Tentamos captar também um público mais jovem, adequado a uma sociedade cosmopolita, dinâmica, com atividade cultural urbana. Esse é um target que queremos atingir. Inovar no perfil do turista que visita o Funchal.

Welcome | Que estratégias vão adotar para atrair os segmentos sénior e jovem?

PC | Nós temos que ter a capacidade de nos promovermos, não só no âmbito do marketing mas também complementar isso com a presença em feiras internacionais e contactos diretos com os agentes. É a forma mais correta de o fazer, embora tenhamos a certeza que a melhor forma de promover um destino é tornar aqueles que nos visitam em embaixadores. Serem bem-recebidos e terem a maior satisfação, que lhes permita não só regressar como recomendar.

Welcome | E a procura do destino Funchal por parte de turistas portugueses? Tem aumentado?

PC | Tem aumentado e é algo que nós queremos privilegiar. O Funchal é o sítio ideal para uma city break, em que se possa ter experiências únicas e aqui tão próximas num fim-de-semana ou durante uns dias. É isso que queremos: que as pessoas descubram a Madeira, mas acima de tudo aquilo que podem fazer no Funchal. Penso que é uma cidade para city breaks, adequada aos residentes e turistas do continente.

Welcome | Qual o peso das receitas do turismo na economia da Madeira, e mais concretamente do Funchal?

PC | O Funchal arrecada cerca de 65% do total das receitas do turismo. Nós ainda não temos os números de 2015, mas esperamos tê-los brevemente. Em termos de ocupação hoteleira batemos recordes, relativamente ao ano de 2014. Aliás, dos últimos cinco anos este foi o melhor ano e, por isso, esperamos que as receitas tenham igualmente aumentado.

Welcome | Além das receitas, que outros resultados obtiveram no último ano, por exemplo, no âmbito do feedback dos turistas?

PC | A Madeira e o Funchal têm já alguma tradição em termos de turismo. Temos eventos que são marcantes em afluência. Estou a falar do fim de ano, da Festa da Flor ou do Carnaval. São picos. O que verificámos este ano foi que esses continuam a ser picos de afluência, mas ao longo de todo o ano temos assistido a uma afluência de turistas sustentável e que tem quebrado um pouco com a sazonalidade. Desse ponto de vista estamos a conseguir que a Madeira – e particularmente o Funchal – seja um destino para todo o ano.

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