É a 24ª unidade hoteleira do grupo Vila Galé, mas a primeira com cinco estrelas. Implicou um investimento de dez milhões de euros, aplicados na recuperação de um palácio seiscentista em Paço de Arcos. É o Vila Galé Collection Palácio dos Arcos, um hotel de charme inspirado na poesia.
A conversão do palácio em hotel aconteceu ao abrigo de um protocolo com a Câmara de Oeiras, que cedeu à Vila Galé a exploração do espaço por 50 anos, com o compromisso de o espaço ser recuperado e de o respetivo jardim ser preservado e aberto ao público.
Foi o que aconteceu: o estilo clássico do palácio foi mantido, quer na estrutura, quer na decoração – muito do mobiliário provém, aliás, do espólio original – para dar lugar aos espaços comuns do hotel (receção, restaurante, bar, sala de prova de vinhos, biblioteca, sala de televisão), mas também a cinco quartos.
Recuperada foi igualmente a capela original do palácio, cuja utilização ainda não está definida mas que poderá vir a acolher casamentos e batizados. É que este é – segundo o diretor de Marketing e Vendas do grupo, Gonçalo Rebelo de Almeida – um nicho a explorar pelo hotel. No mercado nacional, mas não só: irlandeses rumam já ao Algarve para aí se casarem e a Vila Galé pretende "convidá-los" a subir até ao Palácio dos Arcos. Também os indianos seguem a mesma tendência em vários países europeus, oferecendo um potencial que a Vila Galé quer explorar.
Para já, a capela surpreende os hóspedes no caminho que os leva à ala nova do hotel. Aí encontram-se 71 quartos, alguns dos quais suites, com uma decoração mais moderna. Todos eles com varanda, todos eles com vista para o ponto onde o Tejo encontra o mar.
Este é um hotel temático, à semelhança dos mais recentes do grupo – se o de Lisboa é dedicado à ópera, o do Porto ao cinema, o de Lagos à moda e o de Coimbra às artes, o Palácio dos Arcos rende-se à poesia. Que está presente nos espaços comuns, mas também em cada um dos quartos.
Versos desenhados nas paredes ou inscritos em painéis acompanham os hóspedes, dando a conhecer os nomes principais da poesia nacional e internacional. Com uma particularidade: é que como os versos estão escritos na língua original, os hóspedes podem escolher o "seu" poeta. E assim um português pode ficar alojado num quarto com versos de Pessoa, um espanhol pode ler Lorca antes de se deitar, um inglês pode ser recebido por Byron, um francês por Baudelaire e um alemão por Schiller. Assegura Gonçalo Rebelo de Almeida, que o hotel tentará corresponder às preferências dos seus clientes.
Camões não foi esquecido: na sala de reuniões, um painel estende-se ao longo de uma das paredes, acompanhando uma audiência preparada para 180 pessoas.
Inaugurado simbolicamente a 25 de abril, o primeiro cinco estrelas do grupo está vocacionado para receber eventos de negócios enquanto não chega a época alta, posicionando-se para integrar o fluxo turístico de lazer que procura o eixo Lisboa-Cascais entre maio e outubro.
Fonte: Welcome