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Frederico Costa: melhorar a imagem do destino em vez de baixar os preços

Fredrico Costa: melhorar a imagem do destino em vez de baixar os preçosResistir à tentação de baixar os preços é o conselho que Frederico Costa, presidente do Turismo de Portugal, dá a um sector que tenta competir num contexto de crise. Em entrevista ao semanário Sol, o responsável afirma que a solução é melhorar a imagem do nosso destino e imprimir maior agressividade nas vendas, face a um mercado que cada vez mais se diversifica.


O crescimento forte da oferta, nos últimos anos, sem o correspondente aumento da procura tem levado o sector a encarar o abaixamento dos preços como a solução mais competitiva para atenuar os efeitos do abrandamento.

"A forma mais fácil de ganhar competitividade é baixar os preços, mas essa tendência tem de parar", sustenta Frederico Costa, explicando que "as empresas vão chegar à conclusão – ou já estão a chegar – que, apesar de na maioria dos casos, terem resultados operacionais positivos, estes vão ser esmagados e vão ter, ou já estão a ter, dificuldades em honrar compromissos com a banca", deixando de conseguir "pagar os investimentos feitos".

Para o responsável, a solução passa pela melhoria, por um lado, da imagem do nosso destino – "no sentido de ser mais apetecível e de pôr as pessoas que nos procuram disponíveis para pagar mais" – e, por outro, "do funcionamento e da maneira de comercializar das empresas". "Nos últimos anos Portugal mudou muito a forma de comercializar", recorda. "Antes, éramos comprados pelos operadores e agora somos nós que temos de nos vender em canais altamente competitivos e diversificados, online e offline. Temos de ser muito agressivos na forma como vendemos e saber como vender nestes canais".

Trazer mais turistas a Portugal é, aliás, uma das prioridades do Turismo de Portugal que vê na sazonalidade o maior desafio do sector, principalmente no Algarve "mas a aparecer cada vez mais na Madeira, infelizmente". "Desde há muito tempo que tentamos dar a volta a isso, por exemplo com o golfe, mas estamos a ver que não chega", afirma Frederico Costa. "Não podemos desistir desta 'guerra', apesar de haver sinais de unidades hoteleiras que não veem forma de alterar o encerramento em Dezembro, Janeiro e Fevereiro, que são meses muito fracos porque a procura é muito baixa".

O apoio às empresas é, assim, assumido como outra prioridade para o Turismo de Portugal. Falando da promoção turística em 2013, o presidente do Turismo de Portugal revela que "vamos estar mais preocupados em apoiar as empresas na comercialização", visto que "o que é preciso é vender, trazer mais clientes". E explica que "apesar de a questão da imagem ser muito importantes – e faremos campanhas e esforço na comunicação –, a nossa prioridade é dar condições para que a nossa oferta se venda, seja através do apoio às empresas, seja através de quem nos compra: companhias aéreas e operadores turísticos".

Não obstante o cenário globalmente negativo, o ano de 2012 vais fechar, de acordo com Frederico Costa, "com um pequeno acréscimo da procura internacional, na ordem dos quatro a cinco por cento nas dormidas – de receita um acréscimo um pouco menor – e uma forte quebra no mercado nacional". Contas feitas, o responsável salienta que "dois terços da nossa procura é internacional e um terço é nacional, e a verdade é que estamos a crescer no internacional e a descer seis a 10 por cento no nacional, o que é uma quebra muito grande".

Com os mercados inglês e francês a reagirem de forma globalmente positiva, a verdade é que se nota, também aqui, mudanças acentuadas ao nível dos destinos. "O mercado inglês, por exemplo, está a falhar para a Madeira, mas está forte no Algarve".

Falando das taxas turísticas, cuja aplicação algumas autarquias têm vindo a ponderar, Frederico Costa afirma não se rever nessa solução. "Em teoria, um setor que produz riqueza não se taxa ou não deveria taxar-se. O turismo traz receita aos municípios e, por isso, é um mau princípio, mas cabe aos municípios decidirem o que acharem melhor".

Embora não encare com preocupação a privatização da TAP – "a função de decidir compete ao Governo; não acompanhamos as negociações, mas estamos atentos" –, Frederico Costa manifesta, contudo, o receio de que a privatização da ANA venha a abrir espaço ao aumento das taxas aeroportuárias. "E isto pode afugentar algumas das companhias aéreas que operam para o nosso destino", uma vez que "não é automático que o nosso destino seja tão competitivo em termos de localização geográfica e, portanto, as taxas de aeroporto e as condições que a ANA põe são uma questão muito importante na aviação".

Fonte: SOL

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