A decisão de baixar o IVA dos serviços de alimentação e bebidas está "exclusivamente" nas mãos do primeiro-ministro, defende a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considerando que aquela uma medida seria virtuosa para o crescimento económico e para o emprego".
Em comunicado, a associação responde, assim, ao relatório publicado em 13 de setembro pelo grupo de trabalho interministerial encarregado de avaliar o regime fiscal das empresas dos setores da Hotelaria, Restauração e Similares, cujas conclusões, diz, "confirmam, na sua grande maioria, todos os argumentos da AHRESP".
No relatório, a descida da taxa do IVA na Restauração de 23 para 13 por cento já em 1 de janeiro, é considerada como "uma medida ativa de estímulo à economia, com especial enfoque no emprego".
"Conforme prova o relatório, reconhece-se que o nosso setor contribuiu de forma exemplar, e com incalculáveis sacrifícios para as empresas e para os trabalhadores, no esforço de recuperação nacional que originou o superavite de 172 milhões de euros em 2012. Agora é chegado o momento de repor a anterior taxa do IVA de 13 por cento nos serviços de Alimentação e Bebidas, garantindo assim a sustentabilidade das empresas, que estão no limiar da sobrevivência", salienta o texto do comunicado.
A AHRESP destaca ainda que, no sul da Europa, Portugal é o único país com a taxa máxima do IVA, o mesmo sucedendo quando se analisam os países intervencionados pela Troika.
Fonte: AHRESP