A hotelaria registou 1,9 milhões de hóspedes e 5,5 milhões de dormidas em junho, que correspondem a crescimentos homólogos de 10,3% e 9,6%, respetivamente, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em junho, as dormidas do mercado interno aumentaram 7,3%, invertendo a tendência do mês anterior (menos 1,3%). Os mercados externos também aumentaram (mais 10,5%), desacelerando ligeiramente (mais 11,7% em maio).
Mais expressivos são os resultados do primeiro semestre: o crescimento dos hóspedes situou-se em 10,8% para mais de 8,5 milhões, e o das dormidas em 11,2%, para cerca de 23 milhões.
A estada média diminuiu (-0,7%, para 2,91 noites), contrariamente à taxa líquida de ocupação cama (mais 2,7%; 57,5%).
A evolução dos proveitos foi positiva (+15,2% de proveitos totais e +15,5% de proveitos de aposento), mas aquém dos resultados de maio (+15,8% e +17,9%, respetivamente).
O INE classifica o comportamento dos principais mercados emissores de turistas para Portugal como “globalmente positivo”, sendo que o seu peso relativo aumentou de 86,8% em junho de 2015 para 87,8% no período homólogo deste ano.
No mercado interno, as dormidas aumentaram em todas as regiões, com maior impacto no Norte (15,1%), Região Autónoma dos Açores (14,1%) e Alentejo (14%). Lisboa e Algarve, que registaram os menores crescimentos de dormidas (mais 4,8% e mais 8,9%), continuaram a concentrar a maior procura: o Algarve registou 39,5% das dormidas totais ocorridas no país e Lisboa 21,7%.
Polónia e França foram os mercados externos que mais subiram em junho, respetivamente 25,6% e 24,8%. Em matéria de crescimento, seguiram-se os Estado Unidos (mais 18.8%9, os Países Baixos (mais 16,8%) e o italiano (mais 16,3%). Entre os mercados mais tradicionais, o Alemanha cresceu 9,9%, o Reino Unido 9,5% e o espanhol 8,5%. O mercado brasileiro que apresenta uma descida de 4,8% no semestre, registou em junho uma ligeira subida de 0,6%.
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