As dormidas na hotelaria registaram uma variação homóloga de 14,0 por cento em março (0,6% em fevereiro), atingindo um total de 2,8 milhões, uma evolução que em larga medida está associada ao facto de a Páscoa se ter celebrado em março e não em abril como em 2012, anuncia o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Também refletindo este efeito, no 1º trimestre de 2013, o crescimento das dormidas situou-se em 6,0 por cento (+0,3 por cento no 1º trimestre de 2012).
As dormidas de residentes aumentaram 3,0 por cento em março de 2013 face ao período homólogo (-7,8 por cento em fevereiro). As dormidas de não residentes apresentaram um acréscimo expressivo (+19,3 por cento), acima do observado no mês anterior (+5,0 por cento).
Os não residentes têm vindo a ganhar preponderância face aos residentes em termos de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros, tendo registado um peso de 66,9 por cento em janeiro de 2013 (63,9 por cento em janeiro de 2012), 68,5 por cento em fevereiro de 2013 (65,6 por cento em fevereiro de 2012) e 70,5 por cento em março 2013 (67,3 por cento no mês homólogo de 2012).
Nos proveitos, os crescimentos não atingiram os níveis observados nas dormidas, tendo-se situado em +9,5 por cento para os proveitos totais e +11,8 por cento para os de aposento.
Os oito principais mercados emissores (tomando como critério os resultados de 2012) representaram 72,7 por cento das dormidas de não residentes e apresentaram evoluções homólogas positivas (na sua maioria muito expressivas), exceto no caso italiano.
As dormidas de residentes no Reino Unido, com um peso relativo de 20,1 por cento no total de dormidas de não residentes, cresceram 15,6 por cento face ao período homólogo (+7,7 por cento em fevereiro). O mercado alemão (19,0 por cento das dormidas de não residentes) revelou um aumento homólogo de 20,6 por cento (+7,2 por cento em fevereiro).
O efeito da Páscoa teve especial repercussão na chegada de turistas de Espanha, cujas dormidas registaram um significativo aumento (+69,0 por cento), após sucessivos meses com resultados negativos.
A taxa de ocupação-cama foi de 33,9 por cento em março de 2013, superando a do mês homólogo em 3,1 p.p. (em fevereiro foi de 26,2 por cento e em janeiro 20,3 por cento). A Madeira registou o valor mais elevado da taxa de ocupação (53,8 por cento), seguida por Lisboa (43,5 por cento) e Algarve (32,2 por cento).
A estada média foi de 2,8 noites, ligeiramente superior à do período homólogo (2,7). Em fevereiro tinha sido de 2,6 noites e em janeiro 2,5.
Os proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros fixaram-se em 121,2 milhões de euros e os proveitos de aposento em 81,1 milhões, valores que correspondem a acréscimos homólogos de 9,5 por cento e de 11,8 por cento, respetivamente, aquém do aumento de 14,0 por cento observado nas dormidas, denunciando uma redução dos preços praticados.
O RevPAR atingiu os 21,4 euros, mais 9,2 por cento que no mês homólogo (+1,9 por cento em fevereiro e - 2,2 por cento em janeiro). As regiões com maior rentabilidade média foram Lisboa (33,8 euros) e Madeira (32,3 euros).
Fonte: INE